prefeitura municipal de ouro preto


Duas pontes no Maracujá recebem mais de 40 metros de contenção contra erosões

Notícia publicada em 08/10/2026
por Nízea Coelho


Imagem: Vivian Chagas

Onde a força da água provocava erosões e comprometia as margens do córrego, uma nova estrutura passa a proteger o terreno e as duas pontes da Rua do Pinheiro, na localidade do Maracujá. A Prefeitura de Ouro Preto está na fase final da obra de contenção realizada no trecho, com aproximadamente 42 metros de estruturas para estabilizar as margens, além de uma ampla proteção implantada no leito do curso d’água.

Os serviços são executados pela Secretaria Municipal de Obras e contemplaram os dois lados do córrego nas proximidades das pontes. As principais estruturas já foram implantadas e, neste momento, resta apenas a limpeza geral da área para a conclusão da intervenção.

Para recuperar e estabilizar as margens afetadas pela erosão, foram executados aproximadamente 42 metros de gabião, com altura média de três metros. O gabião funciona como um muro formado por estruturas de malha metálica preenchidas com pedras, criando uma contenção resistente e, ao mesmo tempo, capaz de se adaptar às características do terreno.

Uma das principais vantagens desse sistema está justamente na forma como ele se comporta em contato com a água. Os espaços entre as pedras permitem a passagem da água pela própria estrutura, evitando o acúmulo de pressão atrás do muro e contribuindo para a estabilidade das margens.

A proteção não ficou restrita às laterais do córrego. A obra também implantou aproximadamente 350 metros quadrados de colchão Reno no leito e nas áreas marginais. Apesar do nome pouco conhecido, a estrutura funciona como uma espécie de camada de proteção feita com malha metálica preenchida por pedras e instalada sobre o terreno.

Na prática, o colchão Reno ajuda a proteger o solo diretamente atingido pelo fluxo da água. A estrutura reduz os efeitos da velocidade e da força do escoamento, evitando que a água retire material do fundo do córrego, provoque novas erosões ou aprofunde gradativamente o leito.

Assim, as duas soluções trabalham de forma complementar: os gabiões estabilizam e protegem as margens, enquanto o colchão Reno protege o leito e os pontos diretamente sujeitos à ação da água.

O secretário municipal de Obras, Franklin Evangelista, destacou que a intervenção foi planejada para atuar justamente nas causas dos processos erosivos. “São duas estruturas que trabalham juntas para proteger essa área. Fizemos a contenção das margens e também atuamos no leito do córrego, direcionando a intervenção para os pontos que sofrem diretamente com a ação das águas. Agora estamos na fase final, restando a limpeza geral para concluirmos a obra”, afirmou.

 

Texto: Vívian Chagas

Revisão: Victor Stutz


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